Caiado terá audiência no STF para evitar que Adin tire empresas de Goiás

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir a retirada imediata da pauta da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2441) apresentada pelo governo de São Paulo contra decretos que concedem benefícios fiscais para a instalação de empresas em Goiás

O relatório está nas mãos da ministra Rosa Weber e está previsto para ser votado no dia 8 de março.

A alegação do senador é que o momento não é propício para a discussão no STF, uma vez que está em andamento um entendimento entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional. Para ele, uma intervenção do Supremo seria extremamente inoportuna, além de prejudicial a Goiás.

“Nós reconhecemos que existe jurisprudência contrária aos incentivos fiscais concedidos pelos Estados à revelia da Confaz. E com Goiás não é diferente. E que fique claro que este foi um expediente praticado por todos os Estados indiscriminadamente. Não é por outro motivo que o tema foi objeto de grande acordo nacional mediado pelo então secretário executivo da Fazenda, Dyogo Oliveira (agora ministro do Planejamento), no sentido de buscar novas regras para a concessão dos benefícios futuros e uma convalidação por um determinado prazo aos benefícios já concedidos”, defendeu.

Ao acordo foi objeto de ampla discussão no Senado em terminou com a aprovação do projeto de lei 130/14, que foi encaminhado à Câmara dos Deputados e tramita em regime de urgência. Atualmente a proposição aguarda parecer da Comissão de Tributação e Finanças daquela Casa. “O que temos, então, é uma intervenção indevida do STF neste momento”, explicou.

A avaliação do senador, corroborada pelas principais lideranças empresariais de Goiás, é que, se aceita, a ação traria prejuízos imediatos a Goiás. “Se o STF derrubar os incentivos fiscais em Goiás, as empresas multinacionais instaladas vão sair de Goiás e se instalar onde os benefícios são praticados. Ao mesmo tempo, aquelas que tinham intenção de iniciar aqui as suas atividades também podem desistir”, explicitou.
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Por Paulo Melo

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